Receita de simplicidade em Tabaiares
O blogue da Biblioteca Comunitária Caranguejo Tabaiares está cada vez melhor. Atualizado com frequência pela mediadora de leitura, Mayara Silva, tem na simplicidade e no tom de conversa uma boa receita de interação com seu público-alvo, e outros pegos distraídos. Um grande trunfo. Olha só que boa ideia encontramos navegando por lá:
Nosso Cantinho!
O Movimento Cultural Cores do Amanhã fez uma arte na fachada da biblioteca e olha como ficou. Lindo não é mesmo?
Agora sim, vamos dar o pontapé inicial no nosso cantinho, e com um espaço totalmente novo na biblioteca, o “Meus Cordéis”, que não é um cordão qualquer, ele suspende verdadeiras obras primas da literatura mundial, um verdadeiro mundo encantado.
Atualmente, nele encontramos os títulos:
A megera domada – William ShakespeareAdaptação de Marco Haurélio e Ilustrações de Klévisson Viana
O Alienista – Machado de AssisAdaptação de Rouxinol do Rinaré e Ilustrações de Erivaldo
As aventuras de Robinson CrusoéAdaptação de Mareira de Acopiara e ilustrações de Valeriano
Os Miseráveis – Victor HugoAdaptação de Klévisson Viana e ilustações de Murilo e Cintia
Só pra vocês apreciarem um pouquinho mais desse encantamento, colocamos pra você um trecho da obra Os Miseráveis, da editora Nova Alexandria:
Gostou? Então venha pegar esse e muitos outros clássicos aqui na biblioteca e aprecie esse mundo fabuloso que você só vai encontrar nos livros.
Conhecer para promover o direito da criança e do adolescente

O acesso a biblioteca e livros é um direito humano, a partir da infância e da adolescência; este é o nosso trabalho – Foto: Baú Giramundo/Biblioteca Nascedouro
A REleitura – Bibliotecas Comunitárias em Rede tem, nesta sexta-feira,25, de 9:00 às 12:00 horas encontro marcado com o promotor de Justiça, Maxwell Vignolli, da 1ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania de Jaboatão dos Guararapes – Promoção da Criança e do Adolescente. O encontro se dará na Av. Barreto de Menezes, 3.600 – Prazeres, ao lado da Justiça Eleitoral de Jaboatão.
O objetivo é ampliar o conhecimento dos gestores/coordenadores, mediadores de leitura e lideranças comunitárias para fortalecer a luta pela garantia dos direitos de crianças e adolescentes.
Naturalmente, o promotor vai falar sobre Os Direitos da Criança e Adolescente. Para Gabriel Santana, coordenador da Rede, “o encontro é importante para discutirmos o papel das bibliotecas comunitárias na garantia destes direitos. Entendemos a leitura, em sua dimensão política, como um direito humano fundamental para o desenvolvimento das capacidades cognitivas do ser humano”.
É bom lembrar que cerca de 80% do público atendido pelas bibliotecas comunitárias estão na faixa de idade de 05 a 20 anos, segundo dados de 2011. Portanto, “estabelecer a relação das ações que as bibliotecas comunitárias desenvolvem para formação de leitores/as com a política para infância e juventude se faz necessário. Tanto mais em contexto marcado pela carência de recursos públicos de acesso à informação”, pontua.
Na verdade, as bibliotecas cumprem, nas comunidades, além da formação de leitores, um importante equipamento para socialização de informações. ”Sabemos que só dispor de informações não é suficiente para formarmos uma sociedade mais justa e igualitária, mas quando a compartilhamos, possibilitando ao outro caminhar com a gente, podemos então enxergar melhor o fim do túnel, e podemos ter certeza que a luz que vemos no final, com certeza não é um trem…”, observa Gabriel Santana.
A REleitura articulou a formação através de uma de suas integrantes, a Biblioteca Comunitária Peró, situada em Jaboatão dos Guararapes.
Eis a programação proposta:
9:00 – Breve histórico sobre o Direito da Criança
Precisamos anunciar por escrito Direitos?
O que houve para necessitarmos de uma norma detalhista?
10:00 – Intervalo
10:15 – Os três eixos de ação: promoção, proteção e combate
Como o direito se concretiza na prática social?
Como organiza-se a rede de atendimento da infância?
Promoção: Escolas, Posto de Saúde, Centros de referência de assistência social, cursos profissionalizantes
Proteção: Conselhos Tutelares, Conselhos Municipais, Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública
Combate: Delegacia, Ministério Público criminal, Poder Judiciário criminal
Para encerrar: Reflexão sobre a socioeducação, responsabilização do adolescente em conflito com a lei (adolescente infrator).
Então, minha gente, aguardamos todos vocês lá.
‘Uma alegria só’, semana literária na Biblioteca Os Bravistas
Erica Verçosa, assessora Pedagógica do Instituto C&A, nos envia fotos da abertura da semana Revivendo Vinícius de Moraes, na Bibilioteca Comunitária Os Bravistas, do Instituto Shekiná, no Bairro Ouro Preto/Olinda, na última segunda-feira – conforme anunciamos aqui no blogue. Fazem parte do album postado em seu Skydrive, com o título Ontem na Biblioteca Os Bravistas. Maravilha, que merece ser compartilhada.
Com simplicidade objetiva, a também contadora de histórias, descreve o que houve por lá: ” Foi uma alegria só!!! Conversa com o o escritor Clayson Gomes, que alegrou crianças e adultos com seu livro Nina África, na Biblioteca Os Bravistas.”
Eis algumas das fotos:
Ragu Cordel em Olinda, Socorro Miranda no Peró
Rapidamente, dois convites que têm tudo a ver com o nosso trabalho, e que ainda há tempo para agendar. Postamos pela ordem de data:
1) Neste domingo, às 17 horas, lançamento em dose dupla no espaço A Casa do Cachorro Preto, em Olinda: Ragu Cordel, uma caixa com 12 livrinhos de poesia popular em quadrinhos e Exposição de Pinturas de Mascaro. A dica vem do MCBL – Movimento Cultural Boca do Lixo. Entrada gratuita.
2) Encontro com a escritora Socorro Miranda, que estará na Biblioteca Peró, a partir das 14 horas da segunda-feira, 21. Certamente, “uma tarde muito especial”, com contação de histórias “reais e encantadas”, observa Roberto Ficher, mediador de leitura da Biblioteca.
Aproveitem.
Os Bravistas revivem Vinicius em Festival de Leitura
Olha só que delícia o Festival de Leitura que a Biblioteca Comunitária Os Bravistas, no Centro Educacional, Social e Cultural Shekiná, promove de 21 a 25 deste mês, nas manhãs e tardes: Revivendo Vinícius de Moraes.
A homenagem ao “Poetinha” – era assim que os amigos o chamavam -, que também era compositor e diplomata, é versátil como o próprio Vinícius: contação de histórias, leituras, causos, teatro, brincadeiras e, claro, um revival da Arca de Noé, um clássico dos musicais infantis – um mimo do poeta para crianças de todas as idades.
Eis a programação completa; agende-se e vá lá conferir:
Urso Leitor faz a festa da criançada na BP Coque
Pelo segundo ano consecutivo, a Biblioteca Popular do Coque levou para as ruas da comunidade o bloco Urso Leitor. A festa aconteceu na quarta-feira da semana pós-Carnaval, e a gente não poderia deixar de registrar aqui. Este ano, a alegria da criançada foi garantida durante todo o percurso com um nova música e o acompanhamento luxuoso de um trio pé-de-serra. Transcrevemos a matéria publicada no blog da BP Coque:
Este Urso sabe ler, eu também quero aprender!!!
março 2, 2012
“Este Urso sabe ler, eu também quero aprender”!
Este foi o refrão repetido pela meninada nesta quarta-feira, durante o percurso do Urso Leitor.
Na frente, puxando o cordão, nosso Urso – orgulhosíssimo de sua função. O estandarte vinha logo atrás, com as crianças se revezando para levá-lo.
No som, o trio pé-de-serra formado por Ronaldo, Marcílio e Hugo. E entre todos, muita animação. Por onde passava nas ruas do Coque, o “Urso Leitor” animava os moradores. Alguns se juntaram ao bloco, outros ficavam dançando nas calçadas. No meio do percurso, houve até quem arrumasse um potinho de tinta branca para fazer mela-mela… E o hino, uma versão de Vassourinhas, contava a história deste urso que descobriu como ler é divertido. E terminava assim:
“e agora que sabe ler
ele não passa sufoco,
ninguém mais engana o Urso,
pois de tudo sabe um pouco”.
Confira as fotos:
A luta de Tabaiares por nova biblioteca ganha a mídia
O Jornal do Comércio de domingo traz ampla reportagem sobre a luta da Comunidade Caranguejo Tabaiares para concluir o novo prédio para a Biblioteca. A matéria foi publicada na contracapa do Caderno de Cidades com destaque. Nossa torcida é de que a divulgação ajude a angariar os recursos necessários para a conclusão da obra, que vai possibilitar a ampliação do trabalho de estímulo à leitura entre os moradores.
“Será a realização de um sonho, se conseguirmos concluir o prédio até o meio do ano. Pretendemos realizar no novo espaço as atividades nas férias dos estudantes. Jovens da comunidade que estão sem trabalhar ajudam com a mão-de-obra na construção do prédio”, afirma à reportagem Reginaldo Pereira, coordenador da biblioteca, que integra o REleitura.
O coordenador da Rede, Gabriel Santana, também ouvido, aponta a falta de recursos para manutenção dos espaços de leitura como a principal dificuldade: “Recebemos doações de livros, o que é importante. (…) Além de dinheiro, precisamos de mobiliário, como mesas, cadeiras e estantes”.
Transcrevemos a reportagem, também postada,em parte, no portal NE10:
ATITUDE CIDADÃ
Comunidade Caranguejo Tabaiares luta por uma nova biblioteca
Uma nova sede começou a ser construída em novembro do ano passado. Até agora, no entanto, o prédio só tem a base levantada. Falta dinheiro
Publicado em 10/03/2012, às 20h04
Do Jornal do Commercio

Foto: Hélia Scheppa/JC Imagem
Criada em outubro de 2005, a Biblioteca Comunitária Caranguejo Tabaiares, na comunidade de mesmo nome, na Ilha do Retiro, Zona Oeste do Recife, cresceu tanto que exigiu ampliação de espaço. Uma nova sede começou a ser construída em novembro do ano passado. Até agora, no entanto, o prédio só tem a base levantada. Falta dinheiro para concluir o edifício. Por isso, a obra está parada.
O coordenador da biblioteca, Reginaldo Pereira, estima que são necessários entre R$ 80 mil e R$ 100 mil para terminar a construção. “Começamos a nova sede graças a doações de amigos e empresas. Mas infelizmente não deu para continuar, porque o dinheiro acabou. Estamos em busca de novos parceiros”, afirma Reginaldo.
O terreno foi comprado com dinheiro repassado pela cidade de Nantes, na França. Alunos da Escola Politécnica de Pernambuco, da Universidade de Pernambuco (UPE), fizeram o projeto. A construtora Potencial doou tijolos, cimento, ferragens, areia e brita.
“Será a realização de um sonho, se conseguirmos concluir o prédio até o meio do ano. Pretendemos realizar no novo espaço as atividades nas férias dos estudantes. Jovens da comunidade que estão sem trabalhar ajudam com a mão-de-obra na construção do prédio”, diz Reginaldo.
A atual biblioteca recebe até 25 pessoas por dia. Não há mais gente porque o espaço é apertado. “Temos que mandar voltar para casa ou fazer uma escala de visitas. Ficamos felizes com a procura pelos livros, mas tristes por não comportar todos que aparecem”, afirma o coordenador. O prédio em construção poderá abrigar entre 150 e 200 visitantes. Terá térreo e primeiro andar, com sala de leitura e sala para atividades, como contação de histórias.
O acervo inicial, de 800 livros, foi doado pela Faculdade de Ciências da Administração de Pernambuco (FCAP), Etapas, Centro Josué de Castro, Fase e Escola Maria Goretti. Atualmente, há aproximadamente 4.500 volumes.
“Meus netos frequentam a biblioteca quase todos os dias. Eu também vou sempre. Nossa comunidade ganhou muito com a criação do espaço porque ocupa o tempo das crianças quando saem da escola. E para nós adultos também é muito bom”, comenta a autônoma Cleonice Maria da Silva, 57 anos.
Faltam verbas para manter outros espaços
A Biblioteca Comunitária Caranguejo Tabaiares integra o Releitura – Rede de Bibliotecas Comunitárias em Recife, formado por oito entidades. Além dela, há pontos de leitura em Brasília Teimosa, Alto JoséBonifácio eCoque, no Recife; Bairro Novo, Ouro Preto e Peixinhos, em Olinda, e Piedade, Jaboatão dos Guararapes.
“Recebemos doações de livros, o que é importante. Mas hoje nossa maior necessidade é de recursos para manter os espaços. Além de direinheiro, precisamos de mobiliário como mesas, cadeiras e estantes”, observa Gabriel Santana, coordenador da Rede.
Na internet (www.rededebibliotecascomunitárias.wordpress.com), a rede ressalta a necessidade de oferecer mais espaços de leitura. Nos três municípios, existem apenas cinco bibliotecas públicas, sendo quatro municipais (duas no Recife, uma em Jaboatão e uma em Olinda) e uma estadual (Recife) para uma população de mais de 2 milhões de pessoas.
Quem quiser ajudar, pode fazer doações para Biblioteca Caranguejo Tabaiares. Os interessados devem enviar dinheiro para a agência 1833-3, poupança nº 24332-9, Banco do Brasil, em nome do Clube de Idosos Unidos Venceremos. para obter mais informações sobre a rede de bibliotecas, é preciso entrar em contado com Reginaldo Pereira (telefones 3077.2535 e 8785.9536) e Gabriel Santana (3233.3325 e 8611.7492).
REleitura-PE tem seu I Encontro de Formação em 2012
Acontece nestas terça e quarta-feiras, 20 e 21 de março, de 8:00 às 17:00 horas, o I Encontro de Formação do Polo REleitura – PE em 2012. Coordenadores e mediadores das oito bibliotecas comunitárias que integram o Projeto e a coordenação-geral se reúnem com a Assessoria Pedagógica do Instituto C&A para, dentre outras coisas, revisar o Plano de Ação para este ano. O encontro se dá na Biblioteca Comunitária Peró, em Piedade, Jaboatão dos Guararapes.
Para Gabriel Santana, coordenador do REleitura no Polo Recife, os encontros semestrais cumprem importante papel formativo para coordenadores e mediadores, bem como na interação da Assessoria Pedagógica com os projetos de leitura: “Além de avaliar o trabalho que vem sendo desenvolvido, os encontros são fundamentais para alinhar o projeto coletivo com os projetos específicos de cada biblioteca integrante da rede”, afirma.
A programação inclui o debate de questões teóricas essenciais, como incidência política do Polo, sustentabilidade e comunicação – seus limites, perspectivas, desejos e possibilidades.
Então, a gente se encontra no Peró. Bom trabalho e bom encontro para todos/as nós.
O desafio coletivo de trabalhar em rede
Marly sempre gostou de ler, e desde cedo procurou cultivar o hábito no filho, Jadilson, para quem lê histórias desde pequeninho. Mãe atenta e presente, passou a frequentar a Biblioteca Comunitária Lar Meimei, no Bairro Novo, Olinda, que foca suas atividades no fortalecimento e na promoção social da família, especialmente nas mães, como sujeito de direito. Tornou-se mediadora de leitura, voluntária, três vezes por semana, no espaço que nasceu do Lar MeiMei – que atende crianças de 02 a 06 anos, de família carentes. Hoje,a biblioteca é frequentada, inclusive, por idosos:
“Estou aprendendo a contar histórias para uma turma maior, aprendendo a olhar o livro com o respeito que ele merece”, diz na roda de mediadores e coordenadores da nossa Rede de Bibliotecas Comunitárias.
O diálogo abriu os trabalhos na manhã de ontem, no I Encontro de Formação do Polo Recife, que prosssegue ao longo desta quarta, na Bibilioteca Comunitária Peró, em Piedade, Jaboatão dos Guararapes. Antes, Érica Verçosa, assessora Pedagógica do Instituto C&A, mantenedor do Projeto REleitura, fez o acolhimento literário. Leu para a gente o livro O Pote Vazio, Demi, Editora Martins Fontes, lenda oriental que fala sobre o valor da ética, da honestidade, da dedicação e da verdade.
As bibliotecas que formam a Rede estão cheias de novidades. No esforço para tornar o prazer da leitura um hábito nas diversas comunidades, e/ou no atendimento da demanda que cresce inversamente proporcional aos recursos, inclusive humanos, às limitações estruturais de localização, espaço, divulgação. Cada qual com sua estratégia, aos poucos, vão desfazendo “o nó” do trabalho coletivo, em rede, muitas vezes voluntário e carente de sustentabilidade.
Por exemplo: na MeiMei, sábado também é dia de batente, para atender à demanda crescente: crianças pela manhã, idosos à noite – e Marly, a mãe do Jadilson, assume o leme nessa tarefa. Está em curso uma campanha nas comunidades do entorno e nos espaços coletivos, já existe sinalização para o acesso à biblioteca, e uma escada também está sendo construída para facilitá-lo.
Na Biblioteca Popular do Coque, mulheres da comunidade agora são frequentes e algumas, avós inclusive, já levam livro para casa. ”O trabalho de arte-educação com artesanato, ministrado por Sandra, é precedido por relaxamento e mediação de leitura. Despertou a criatividade e levantou a autoestima”, explica a coordenadora Maria Betânia. As Fuxiqueiras do Coque se orgulham de seus talentos e suas habilidades, antes insuspeitadas,e já têm até exposição dos trabalhos marcada, para o próximo dia 27. Betânia conta que, agora, a mediação leitura está sendo feita, também, em domicílio e há uma agenda com creches e escolas locais.
Dificuldades existem, e são comuns à, praticamente, todos os integrantes da Rede. Mesmo a anfitriã Peró, que conta com uma estrutura física mais apropriada, por exemplo, o reduzido quadro de pessoal limita a atuação, quanto mais que, ao contrário das demais bibliotecas, a Peró não está localizada na comunidade,lembra Luana. Em quaisquer dos casos, outro ponto comum é o empenho em superar ou contornar as barreiras.
A Biblioteca Comunitária Amigos da Leitura, no Alto José Bonifácio, por exemplo, luta com a deficiência de recursos humanos, mas o trabalho segue. Outro exemplo acontece na Biblioteca Comunitária Os Bravistas – Shekiná, no Bairro Ouro Preto, Olinda, que alia a mudança para um espaço maior, em processo, com a recuperação do acervo, alvo de roubo e estragos ano passado.
A Biblioteca Multicultural Nascedouro, do Movimento Cultural Boca do Lixo, em Peixinhos, Olinda, dribla o desfalque “no capital humano”, nas palavras do mediador, Rogério, com novos projetos de incentivo à leitura, que seguem “a todo vapor”.
Na Biblioteca Cepoma, em Brasília Teimosa, Recife, Isamar, coordenadora, reconhece as limitações de espaço e infraestrutura, “por mais que tenhamos (a comunidade) um senso de pertencimento”. A despeito disso, o trabalho avança, e a biblioteca mantém interlocução permanente com as lideranças locais e está presente nos espaços de cidadania da comunidade, famosa por sua capacidade de mobilização.
Na Biblioteca Comunitária Caranguejo Tabaiares, as atenções estão focadas na reforma, que vai garantir a ampliação da área. Além de aumentar a capacidade de atendimento e oferecer mais conforto aos frequentadores, explica Reginaldo. Há mais: os/as mediadores/as estão recebendo aulas de francês, o que ajuda a ampliar o horizonte literário, e o que aprendem repassam para a criançada frequentadora, ao menos as palavras básicas.
Trabalhar em rede é um desafio, que exige, planejamento, estratégia, disposição e co-responsabilidade; além de “incidência política”, observa Érica Verçosa, que já foi mediadora na Biblioteca do Peró, antes de assumir a coordenação pedagógica do Instituto C&A. Como lembra Cida Fernandez, do Centro de Cultura Luiz Freire – uma das facilitadoras do encontro -, “incidência política é papel da sociedade, é controle social”.
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Revisto e atualizado em 22.03.2012, às 14:11
Leitura e a arte da contação de histórias no Lercon
Tudo pronto para o Lercon – Congresso de Leitura e Contação de Histórias de Pernambuco. A abertura acontece às 19:00 horas desta quinta, no Auditório Taboca do Centro de Convenções de Pernambuco. Na sexta, 23, a programação começa logo cedo, às 8:00 horas, com solenidade de instalação. Seguem-se contação de histórias painéis, debate, e minicursos, oficinas e palestra na parte da tarde. Silvério Pessoa encerra o evento – clique para saber a programação completa.
A REleitura Recife se fará presente, com o coordenador, Gabriel Santana, coordenadores e mediadores de leitura das oito bibliotecas que integram a Rede. Nossa partipação se dá como ouvintes, por cortesia dos organizadores. Agradecemos a oportunidade.
Dois contadores de histórias, um pernambucano e um carioca, fazem a abertura artística da noite. A palestra de abertura versa sobre A Leitura e a Contação de Histórias: a formação do leitor, com Eliana Yunes, professora e doutora, RJ – clique para ler entrevista com ela, no blogue do Lercon.
Outro aperitivo do que será o primeiro dia do Congresso está logo abaixo. Resgatamos, no Youtube, a apresentação dos dois artistas da abertura em ocasiões anteriores: Luciano Pontes, no Simpósio Internacional de Contadores de Histórias em 2010 , no Sesc-RJ; José Mauro Brant, com depoimento sobre sua própria história, forte e carregada de humanidade e simbolismo – no Boca do Céu, também Rio, em 2008. Assistam:
1. Luciano Pontes: Histórias da Folha de Papel – Oficina
2. José Mauro Brant: depoimento, Boca do Céu, 2008
A experiência do Lercon
Março foi um mês de grande movimentação na REleitura. Tivemos nosso 1º Encontro de Formação, participamos do I Lercon – Congresso de Leitura e Contação de Histórias de Pernambuco, tudo na penúltima semana do mês, além das ações nas bibliotecas e ações em rede. Para fechar com chave de ouro, iniciamos, sexta última, nosso curso de formação sobre mediação de leitura em parceria com o CEEL – Centro de Estudos em Educação e Linguagem, no Centro de Educação da UFPE. Mas isso é assunto para outra postagem.
Hoje, vamos recuperar o que vivenciamos no Lercon, inciativa da HMF Assessoria Pedagógica, que aconteceu dias 22 e 23 de março, no Centro de Convenções de Olinda – leia matéria anterior. Faremos isso, também, com a ajuda de depoimentos de alguns coordenadores e mediadores das oito bibliotecas que participaram do evento, além do coordenador-Geral, Gabriel Santana. Todas as oito bibliotecas que compõem nossa Rede se fizeram presentes – cortesia dos organizadores, que a partir de uma articulação em rede foi possível a participação das bibliotecas comunitárias que integram a Releitura, que mais uma vez agradecemos.
A abertura, na noite da quinta, 23, deixou um gosto de magia no ar. Afinal, somos mediadores de leitura, e nos encantamos com o desempenho dos contadores de histórias. Ainda que o foco dos painéis, debates e alguns minicursos tenha sido bibliotecas escolares, as palestras, tanto do primeiro, como do segundo dia, seguramente, enriqueceram nossos conhecimentos. Quando não pela certeza de que nosso trabalho faz diferença na vida das crianças, das pessoas das comunidades onde atuamos em prol do acesso à literatura. E a literatura, ensina a pedagoga Ester Caland, professora do Ceel/UFPE, uma das palestrantes do Lercon “ajuda a gente a significar”.
“O centro é as pessoas que querem realizar coisas através da escrita”, escreveu Bazerman, em citação trazida pela professora Alessandra Cardoso, do Rio Grande do Norte. Ousamos dizer que a leitura é o primeiro passo. E, como bem disse a mestra potiguar , “a leitura que muda pressupõe diálogo com textos significativos e o apoio de um mediador sensível”.
Se a biblioteca é lugar da cultura letrada, de conservação da memória histórica, contribuímos para que o acesso ao espaço sagrado da palavra deixe de ser restrito aos iluminados, para ser lugar de interação: “Está acontecendo. Há um movimento do povo querendo se apropriar desse espaço, transformando-o em ponto de reivindicação, de construção propositiva. É isso que fazem as bibliotecas comunitárias e a discussão da rede perpassa todos os fóruns de leitura”, observa a professora Carmem Lúcia Bandeira, que ministrou o mini-curso sobre Bibliotecas.
Vamos à reflexão do nosso pessoal, em ordem alfabética, sobre o que ficou do Lercon:
Fábio Rogério, coordenador da Biblioteca Comunitária Amigos da Leitura:
Gabriel Santana – Coordenador-geral da REleitura:
“Estes espaços são importantes para formação de mediadores de leitura, professores que atuam com projetos de inventivo a leitura literária, coordenadores das bibliotecas comunitárias, porque pode vir a ampliar as referências em literatura e o conhecimento sobre textos e metodologias. Portanto, o LERCON se configura como este espaço.
Para mim foi interessante poder ver um pouco do universo da leitura e literatura em Pernambuco, mas acho que ficou um Congresso muito restrito as experiências escolares com literatura, e percebi um quadro muito preocupante do lugar da literatura na escola e na vida dos professores/as. Acho que, para um Congresso que se diz PERNAMBUCANO, poderia, sim, ampliar a discussão para além dos muros da escola. Será que as experiências não se articulam?
A maior novidade, pra mim, foi a palestra do Rogério Andrade Barbosa (escritor, autor de mais de 40 livros), sua fala com relação a produção da literatura africana, a importância para o imaginário brasileiro estar sempre em contato com esta literatura. Mas, me veio uma pergunta: que contatos Rogério ainda mantém com alguns países africanos? Será que ele dá algum retorno? Tipo, pega as histórias e aí? Só ganha dinheiro com elas? Pra mim não ficou muito claro…”
Ilma Martins, mediadora de leitura da Biblioteca Comunitária Cepoma:
Foi muito rico. Tanto na parte da contação de histórias, como nas palestras e oficinas. Gostei muito. Foi uma ótima oportunidade de aprendizado.
Maria Betânia, coordenadora da Biblioteca Popular do Coque:
Gostei muito da abertura, foi mágico. Fiquei encantada com os contadores de histórias com suas histórias de vida, com a técnica de como contar um drama, uma comédia. As palestras, também, foram enriquecedoras, apesar de muito centrada nas escolas, nada de bibliotecas comunitárias. Agora, acho que deveria ter escolhido outro minicurso; o de Bibliotecas não fez muita diferença.
Rayane Oliveira, mediadora de leitura da Biblioteca Comunitária Caranguejo Tabaiares:
Gostei muito de ter participado do Lercon. Foi uma experiência maravilhosa. A abertura foi diferente e instigante, me deixou bem curiosa para assistir a continuação do evento. Gostei muito das histórias contadas e as palestras foram bem elaboradas e esclarecedoras. Adorei, principalmente, o minicurso “contos de raízes africanas”, que me ajudará e muito em um projeto que eu estou desenvolvendo e pretendo aplicar na biblioteca.
Com certeza essa experiência me ajudará na minha função de mediadora de leitura e contação de história na biblioteca. Espero que outro evento como esse aconteça ano que vem.
Selma Monteiro, mediadora de leitura da Biblioteca Comunitária Os Bravistas – Shekiná:
O primeiro dia foi ótimo, contação de histórias: Gustavo pontes foi magnífico; você viaja no jeito dele, é um encanto. O segundo dia, vou ser sincera, não gostei. Principalmente, achei o minicurso, Bibliotecas, muito repetitivo.Talvez devesse ter escolhido outro tema…
Parceria Releitura e UFPE qualifica mediação de leitura

Mediadores de leitura e coordenadores das oito bibliotecas comunitárias que integram a nossa Rede estão entusiasmados com a oportunidade de agregar conhecimentos técnicos; juntar o saber acadêmico ao prazer que os move no trabalho de contribuir para democratizar o acesso ao livro e formar leitores. Numa parceria da REleitura com o Ceel – Centro de Estudos em Educação e Linguagem, do Centro de Educação da Universidade Federal de Pernambuco, está em curso o projeto Formação de Gestores e Mediadores de Leitura. O projeto conta com a parceria do Instituto C & A (Parceira da Releitura), Programa Manuel Bandeira (Prefeitura do Recife) e Centro de Cultura Luiz Freire.
A ideia do projeto parte da necessidade de qualificar o trabalho comunitário de estímulo à apropriação do direito ao conhecimento através da arte da palavra, escrita, lida, compartilhada. Parte, por outro lado, da constatação de que as políticas públicas de democratização de acesso ao livro e à leitura, a par dos esforços via programas como os Plano Nacional do Livro e da Leitura (2006) e Plano Nacional de Bibliotecas na Escola (2010), em si, não bastam. A formação de mediadores de leitura é essencial para formar leitores, constatam os próprios mediadores de leitura e coordenadores, além de pesquisas acadêmicas. É mais um desafio.
“A sensibilidade da Academia, esforço da Releitura e dos parceiros da Releitura, para tal demanda, resultou no projeto” , resume Gabriel Santana, coordenador da Rede. O encontro inaugural de Formação de Gestores e Mediadores de Leitura se deu na tarde da sexta-feira, 30 de março, no Ceel, Campus da UFPE. E já começou com trabalho para valer, em cima do objeto do curso: os caminhos da literatura – e por consequência da leitura, da interpretação, que estimula a fala e leva à escrita; e da classificação de livros. Foram quatro horas de interação, em princípio constrangida; afinal estávamos na Academia, com formadores de quem transmite o saber nas escolas, nos seminários, congressos e que tais… Entretanto, do meio para o final, estabeleceu-se o processo de troca, que, enfim, configura uma parceria.
“Nossa expectativa é de que possamos contribuir para qualificar o trabalho de levante em prol da socialização do acesso à cultura literária, que ajude a refletir e a organizar o que é feito de forma intuitiva e com o esforço da iniciativa de construir, da criatividade e da vivência organizativa”, resume Ester Calland de Souza Rosa, professora do Centro de Educação da UFPE e membro do Ceel, doutora em Psicologia pela USP, que coordena os encontros de formação do projeto.
Com ela estão outras seis mestras da área de Educação e/ou Psicologia e um doutor em Biblioteconomia. Cada qual, incluindo Ester Rosa, se relacionará, diretamente, com uma das bibliotecas da Rede. Sim, porque a formação inclui, além dos encontros coletivos, na Universidade Federal de Pernambuco, como o primeiro, visitas a cada biblioteca com trabalho no local. São seis ao todo, até 12 de abril. E já estão acontecendo, no cronograma seguinte:
- dia 03, manhã: Biblioteca Peró, em Prazeres/Jaboatão dos Guararapes, professor Lourival Pedreira Pinto
- dia 04 , manhã: Bibiloteca Multicultural Nascedouro, em Peixinhos/Olinda, professora Maria Helena Stos Dubeux
à tarde: Biblioteca Lar MeiMei, no Bairro Novo/Olinda, professora Ana Cláudia Pessoa
- dia 10, manhã: Biblioteca Cepoma, em Brasília Teimosa/Recife, com a professora Ivane Pedrosa
à tarde: Bibiloteca Amigos da Leitura, Alto José Bonifácio/Recife, professora Rafaella Asfora
- dia 11, manhã: Biblioteca Popular do Coque, Joana Bezerra/Recife, professora Carmem Bandeira-Carminha
Biblioteca Comunitária Caranguejo dos Tabaiares, Ilha do Retiro/Recife, professora Ester Rosa
à tarde: Biblioteca Comunitária Os Bravistas – Shekiná, Ouro Preto/Olinda, com a professora Telma Ferraz
As visitas do formador incluem reuniões com a coordenação de cada biblioteca, com o objetivo de auxiliar nas atividades de elaboração de projetos, produção de relatórios e outros textos relativos à gestão. Os objetivos são: aperfeiçoar as habilidades de produção de textos dos coordenadores de biblioteca; auxiliar os coordenadores na elaboração dos relatórios semestrais, colaborar na elaboração de projetos de captação de recursos; apoiar os coordenadores na elaboração de outros textos relativos às ações de gestão da biblioteca.
Tal acompanhamento é uma segunda ação do projeto. A primeira é o Curso de Mediação Cultural na Biblioteca Comunitária, que se dará em encontros coletivos de quatro horas entre mediadores, coordenadores e formadores, uma vez por mês, durante oito meses, no Ceel. Um seminário de socialização das experiências, de 10 horas, encerra a formação, em dezembro. Todas as etapas somam 60 horas, com direito à certificação.
Páscoa é renovação e alegria
Mensagem para comunidade REleitura:
Olá gente,
Desejo a todos/as da Releitura um feriadão de muita alegria, aproveitem seus companheiros e companheiras, netos e netas, sobrinhos/as, mães, pais, filhos/as, avós e avôs, cachorrinhos/as…quem puder exagerar no chocolate exagere e seja feliz, quem puder exagerar nas orações, exagere e seja feliz e deseje felicidade ao outro/a…
O importante é que não esqueçam de renovar nossos votos de confiança, nossa perseverança, nossa força de vontade e alegria de estarmos reunidos por uma causa comum…que vale mais de mil ovos de páscoa, e pode re-significar a própria páscoa (eu acho que o coelhinho da páscoa não ia gostar disso não, mas tudo bem…).
Que o renascimento venha das palavras contidas na nossa boca e nos livros…de cada um nas prateleiras das bibliotecas…que sejam espaços “ovos de páscoa”. Espaços de renascimento, de fertilidades…(não é uma maternidade viu gente?! Muito menos um…).
Mas quando encontro cada um de vocês, mesmo no silêncio, há uma voz gritante…e o que fazemos (nas bibliotecas, pelas bibliotecas, pelas pessoas, com as pessoas…por nós mesmos) não é apenas como uma roupa que colocamos no sesto, na máquina de lavar, no tanque ou em cima da cadeira…nosso uniforme, veste nossa alma, não nossos corpos. É a roupa do desejo de mudança, do compromisso com os direitos sociais…
Espero que todos/as tenham um bom feriado, uma boa páscoa…
Gabriel Santana,
Releitura – 2012.
Conhecer, avaliar, planejar, corrigir: verbos em formação

O curso de Formação de Gestores e Mediadores de Leitura da Rede, em parceria com o Ceel – Centro de Estudos em Educação e Linguagem/UFPE completa sua segunda semana de atividades. Nesta quinta, a coordenação da Rede e os coordenadores das oito bibliotecas comunitárias que dela fazem parte se reuniram, no Centro de Educação, para avaliar e planejar os próximos passos do trabalho.
Planejar, avaliar, corrigir rumos, se preciso for – rotina indispensável ao sucesso de qualquer projeto. E o trabalho de formação de leitores não é diferente.
“No caso do nosso curso de formação, as reuniões de planejamento ocorrerão, sempre, depois das visitas dos formadores as bibliotecas e antes dos encontros do coletivo da Rede com toda a equipe de formação do Ceel, e na Universidade”, explica Gabriel Santana, coordenador-Geral da REleitura. Pelo cronograma, estes “grandes encontros” acontecerão nas últimas sextas-feiras de cada mês.
A segunda semana de curso, a exemplo da primeira, foi dedicada à visita dos formadores às bibliotecas para tomarem contato com a realidade de cada uma, conhecerem de perto a equipe, suas necessidades e carências, as estratégias de trabalho, e como este interage com a comunidade. Sempre, dentro do objetivo maior que é formar leitores e preservar a identidade cultural. Cada um/a é responsável por uma biblioteca.
É a partir da visita local que cada formador/a vai definir o plano específico para cada organização e sugerir eventuais mudanças de rota. Esta foi a primeira das seis visitas previstas no cronograma do curso, inaugurado dia 30 de março e que vai até dezembro deste ano – clique aqui, e leia mais no blogue.
Nas duas visitas que o blogue da REleitura pode acompanhar, Biblioteca Cepoma (dia 10) e Biblioteca Popular do Coque (dia 11), comunicação e sustentabilidade são os principais desafios identificados, respectivamente, pelas professoras Ivane Pedrosa e Carmem Bandeira-Carminha.
Comunicação no sentido amplo: domínio da linguagem adequada para diferentes textos nas necessidades cotidianas de gestores, e didática do incentivo à leitura na tarefa de mediação; além das dificuldades no uso das ferramentas de TIs – Tecnologias da informação, como correio eletrônico, blogues e redes sociais – mas este é assunto para outra formação, em breve.
Sustentabilidade de maneira geral: a despeito da verba de diferentes projetos e doações, faltam recursos humanos e faltam recursos financeiros que remunerem quem faz a mediação de leitura; e que por isso não podem se dedicar, exclusivamente, ao trabalho-fim das bibliotecas comunitárias.
A formação de ‘leitores brincantes’ no Cepoma
A professora Ivane Pedrosa passou boa parte da manhã da terça-feira, 10, na Biblioteca Cepoma, e pode conhecer um pouco da trajetória de cada integrante da equipe: Isamar, Marizete, Ilma, Dandara, Kátia, Zuleide… Histórias que se confundem com a história do Centro de Educação Popular Mailde Araújo – daí Cepoma -, do qual a biblioteca é um dos braços. Que se confunde, também, com as raízes da própria comunidade de Brasília Teimosa.
Ivane mais ouviu do que falou, como boa psicóloga, aliás:
“O primeiro contato é, exatamente, para isso: conhecer o projeto, as pessoas, identificar as dificuldades e necessidades, ver no que podemos, efetivamente, contribuir, dentro dos objetivos do curso”, resume a formadora do Ceel – Centro de Estudos em Educação e Linguagem/UFPE.
A visita faz parte do curso Formação de Gestores e Mediadores de Leitura, parceria da REleitura com o Centro de Educação da UFPE, via Ceel. O Instituto C&A e o Centro de Cultura Luiz Freire também são parceiros no projeto – clique para saber mais.
Pode ver que, ali, o amor ao trabalho coletivo, participativo, em busca da cidadania é o combustível principal. Leitura e cultura popular são parte do mesmo tecido, assim como a biblioteca e o Cepoma. “Formamos leitores brincantes”, define Isamar Santana, coordenadora.

Mala de Leitura do Cepoma: a criança leva para casa os livros que escolhe para ler - cepoma.blogspot.com
Ela concorda que o Cepoma é, de fato, uma escola alternativa: “Aqui a literatura, a leitura se articulam com o maracutu, com a pintura, a escrita, com a cultura popular - Só ainda não conseguimos dar o passo da sustentabilidade”, reforça. Com simplicidade, mas com justificado orgulho, conta que meninas e meninos chegam nas fraldas, adolescem, crescem e mantêm o vínculo.
É o caso de Dandara, filha de Ilma Lima, mediadora de leitura, coordenadora do Maracatu Nação Erê e do Balé Deveras, e que é irmã de Isamar: ”Nasci no Cepoma, e o Cepoma é a minha vida”, diz Dandara. Aos 19 anos faz Educação Física, dá aulas de percussão e rege o grupo Balé Deveras.
“É preciso registrar isso”, observou a Ivane Pedrosa, a cada nova cena trazida à mesa.
Na verdade, todas essas histórias integram a Linha do Tempo, projeto de memória que está sendo montado pelo Cepoma, e que é absolutamente necessário.
É bom que seja feito por escrito e com fotos. Melhor ainda que se grave em áudio e vídeo. Assim, quem pode ler, lê; quem pode ouvir, ouve; que pode ver, vê, e todos podem sentir. Afinal, se a gente não contar nossa história para as futuras gerações, quem o fará?
BP Coque está cheia de novidades
A Biblioteca Popular do Coque está cheia de boas novidades: a primeira diz respeito ao blogue, que está de cara e endereço novos; a segunda, nos dá conta dos progressos da Oficina de Teatro e Letramento, que vem acontecendo todas as manhãs de sábado para um grupo de 10 crianças.
Fabiana Coelho, contadora de histórias e mediadora da BP Coque, além de jornalista é também atriz. Achou que poderia utilizar a arte para desenvolver nas crianças o gosto pela leitura e para a escrita. “No começo foi difícil. A meninada achava que a intenção era decorar texto e encenar. Não queria aceitar os jogos de aquecimento, interação, improvisação… Não queria as leituras, não queria escrever. Mas, rompida a resistência inicial, alguns belos frutos começam a se formar”, testemunha na matéria postada no blogue – clique para ler mais.
O blogue, importante “ponte de comunicação” de quem mostrar o que faz e quer espalhar boas ideias, agora tem domínio próprio, com apoio da 100slogan, que agora o hospeda: www.bpcoque.com.br. O novo desenho é obra de Carlos Freire, Cajá, cabra bom na tecnologia e no visual de rede. Fabi e Cajá são companheiros, e formam uma dupla arretada de boa.
Betânia, coordenadora da Biblioteca, está rindo à toa, e com razão.
Abril Pro Livro no Peró, dia 26
Olha aí, pessoal, que ideia excelente do Peró: no mote das comemorações do Dia do Livro, celebrado em 18 de abril, a Biblioteca promove, dia 26, o II Festival Abril Pro Livro. Haverá lançamento de livros, contação de histórias, advinhas e brincadeiras; de 15 às 17 horas, no Instituto Peró, que fica no Pátio do Shopping Guararapes. Aberto ao público, não perca.
Segue o convite e a programação:
Releitura diz presente no I Seminário do Livro
A Releitura – Bibliotecas Comunitárias em Rede marca presença na manhã desta terça no I Seminário do Livro, Leitura e Literatura, promovido pela Secult/PE – Secretaria de Cultura do Estado, no Teatro Arraial, no Recife Velho. O coordenador da Rede, Gabriel Santana, media o debate sobre Redes de leitura e sustentabilidade. Fábio Rogério, coordenador da Biblioteca Amigos da Leitura, do Alto José Bonifácio, expõe sobre o nosso trabalho de incentivo à leitura. Já está acontecendo, desde as 9 horas.
Em pauta, a sustentabilidade econômica da literatura e as ações voltadas à mediação e à formação de leituras, políticas públicas e inciativa privada. Presentes, também, representantes do Ministério da Cultura, do Funcultura e de um instituto social da iniciativa privada
Na parte da tarde, o tema é Ressignificação do espaço das bibliotecas – “Espaço de silêncio ou de movimentação cultural”, provocação sob medida para esquentar o debate, da lavra de Wellington de Melo, coordenador de Literatura da Secult/PE. Desta mesa participam, a professora Ester Calland de Souza Rosa, do Centro de Educação da UFPE, e do Ceel – Centro de Estudos em Linguagem e Literatura – e que coordena nosso curso de mediação de leitura, em parceria com a Universidade.
Outros debatedores são: Ana María Escurra – Coordenadora da ONG Bagulhadores do Mió e do Projeto Escola Leitora e Shirley Cristina Lacerda Malta – Gerente de Políticas Educacionais da Educação Infantil e Ensino Fundamental , da Secretaria de Educação de Pernambuco. Cida Fernandez, do Centro de Cultura Luiz Freire, é a mediadora.
Saiba mais sobre o Seminário aqui.
Nascedouro, a biblioteca e ‘a palavra em movimento’
Toda quinta é dia especial na Biblioteca Multicultural Nascedouro, e você está convidado/a. É quando acontece as Quintas D’Leituras com atividades de contação de histórias e rodas de leitura em parceria com escolas públicas, grupos comunitários e programas governamentais – pela manhã e à tarde. Nesta quinta, 26, recebe o Projeto Vozes Femininas: a Palavra em Movimento, a partir das 9:00 horas.
O Vozes Femininas é um grupo de poesia, e é formado por Cida Pedrosa, Mariane Bigio, Silvana Menezes e Suzana Moraes. Foca, sobretudo, no público feminino, e presta contribuição importante na divulgação da poesia pernambucana, como na profissionalização do ato de recitar. Este o objetivo do Projeto Vozes Femininas: A Palavra em Movimento.
Do evento desta quinta, 26, participam, também, 30 alunos da Escola de Referência em Ensino Médio Desembargador Renato Fonseca Jardim Brasil I – Olinda. Apresentam performances com poesias pernambucanas. Os poetas e escritores Oriosvaldo de Almeida, Mauro de Souza declamam suas poesias. Fabrícia Gomes, coordenadora de biblioteca da escola, também participa da recitação.
As Quinta’s de Leituras cumprem, através da arte, o objetivo de atrair e estimular o hábito da leitura pelo prazer de ler. O trabalho de formar leitores tem diferentes caminhos e roteiros, e neles o livro sempre é protagonista.
Tem mais projetos acontecendo lá em Peixinhos, por exemplo: a campanha Quem Conta um Conto Acrescenta um Ponto para um Futuro Mais Feliz e o Projeto Ler, Ouvir e Contar Histórias. Todos em parceria com escolas municipais e estaduais. Clique aqui e navegue pelo Blog do Movimento Cultural Boca do Lixo, nascedouro da Biblioteca.
E olha só que sensacional o vídeo da campanha Quem conta um Conto… :
A BMM – Biblioteca Multicultural Nascedouro fica em Peixinhos, Olinda: Av. Jardim Brasília s/n 2ª andar (Nascedouro) – fone 81-3244.3125 - bibliotecanascedouro@gmail.com/movimentobocalixo@yahoo.com.br
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Revisto e atualizado em 26.04.2012, às 12:07
Salvador recebe o Encontro Nacional Prazer em Ler
Acontece em Salvador, desde domingo, o Encontro de Formação Nacional do Programa Prazer em Ler Polos mantidos pelo Instituto C&A. A REleitura, está presente com 10 coordenadores e/ou mediadores de leitura das oito bibliotecas comunitárias que compõem o Polo Recife, além do coordenador-geral da Rede, Gabriel Santana.
O evento reúne representantes de cada uma das 69 organizações sociais que integram os 14 polos de leitura do programa Prazer em Ler. Em pauta, a sustentabilidade dos polos. A programação é ampla, e prevê a discussão de temas como incidência política, enraizamento comunitário, mobilização de recursos e gestão de bibliotecas. Debates, rodas de leitura e de conversa e cafés literários conduzem à reflexão.
Participam do Encontro, a convite: o escritor e ilustrador de livros infantis e juvenis Ricardo Azevedo; Maria Antonieta Cunha, secretária-executiva do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), diretora do Livro, Leitura e Literatura do Ministério da Cultura (Minc) e professora da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); Domingos Armani, sociólogo e consultor do programa Desenvolvimento Institucional do Instituto C&A; e Cida Fernandes, coordenadora programática do Centro de Cultura Luiz Freire (CCLF), parceiro técnico do Instituto C&A e consultor nas formações do programa Prazer em Ler.
Segundo Érica Verçosa, coordenadora Pedagógica do Programa, cada polo de leitura é responsável pelos momentos de acolhimento, café literário e rodas de leitura. O polo REleitura cuida do Encerramento Literário desta segunda, 30. A Biblioteca Comunitária Caranguejo Tabaiares é convidada para participar de uma roda de conversa sobre Enraizamento Comunitário, dia 01/05.
Clique para saber mais, na página do Instituto C&A
Fotos do Encontro Nacional Prazer em Ler
Fábio Rogério, coordenador da Biblioteca Comunitária Amigos da Leitura nos envia fotos do Encontro de Formação Nacional do Programa Prazer em Ler Polos mantidos pelo Instituto C&A, que aconteceu em Salvador durante três dias, a partir de 29 de abril – aqui no blogue. Ele também postou matéria sobre enraizamento comunitário, conversa com o sociólogo Domingos Armani, no blogue da Biblioteca. Confiram a matéria aqui e as fotos abaixo, com novas imagens agregadas à postagem original:

Roda de conversa dos Polos Nordeste do Programa Prazer em Ler – Fotos: Fábio Rogério/Amigos da Leitura

Gabriel Santana, coordenador do Polo REleitura PE, lê “Vermelho Amargo”, de Bartolomeu Campos de Queirós

Com a contribuição atenta de Isamar Martins, coordenadora da Biblioteca Cepoma, corrigimos a legenda: ao microfone, Volnei Canônica, coordenador do Programa Prazer em Ler, no debate sobre o Cenário do Livro e da Literatura – PNLL. Na sequência: Lúcia Helena do Carmo Garcez, coordenadora do PNLL; Carmem Pimentel, coordenadora Nacional do Proler; Fernanda Melchionna, bibliotecária, vereadora de Porto Alegre (PSOL) e membro da Comissão Setorial do Livro de POA; Márcia Cavalcante, diretora da ONG Cirandar, também de POA. Na oportunidade, a equipe de Porto Alegre relatou a experiência de construção do PNLL no município
Sofia e BC Paulo Freire celebram 11 anos
A Biblioteca Comunitária Paulo Freire – que não fica em Pernambuco, mas na Bahia -, completou 11 anos de trabalho em prol da leitura, no dia 02 de maio. É claro, está em festa para celebrar data tão importante, que a gente faz questão de registrar. Parabéns!, e vida longa ao trabalho da companheirada de luta.
Quem nos informa é Érica Verçosa, assessora Pedagógica do Programa Prazer em Ler, do Instituto C&A, do qual a REleitura faz parte.
A Biblioteca Paulo Freire integra o Polo EMredando leituras – BA e fica no bairro de Escada, subúrbio ferroviário de Salvador. Nasceu junto com o Sofia, organização não-governamental que se dedica à cultura e à promoção social de crianças, adolescentes e adultos, e é seu principal projeto cultural - saiba mais no sítio da instituição.
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Revista e atualizada em 08.05.2012, às 16:16.
























